Debbie Corrano
Quer conhecer, ler, ser e viver um milhão de coisas ao mesmo tempo.

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A arte além do talento.

03/19/2013

Sempre que encontro um site com desenhos de pessoas que não desenham perfeitamente, que tem um estilo próprio que não é bonito para todos, isso me inspira a desenhar um pouco mais. Sei que nunca vou chegar a perfeição e me tornar uma desenhista, mas só de observar outras pessoas enfrentando seu medo de compartilhar com o mundo que é aquilo que ela faz – e gosta de fazer – me dá a maior motivação do mundo. Para desenhar, escrever, fotografar, pintar, criar. Qualquer coisa.
Acho que arte vai muito além do talento, ela envolve a libertação de dar a cara a tapa. De alguém olhar para suas criações e encontrar falhas. E tudo bem pra você. Tudo bem porque você espera sempre ter falhas, para sempre ter o que melhorar. E não se envergonhar disso.

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E não escrevo nada.

02/14/2013

O vazio do bloco de notas me intimida. Não consigo ficar sem escrever, mas não sento aqui faz meses. A digitação mental sobre temas que eu gostaria de escrever ficam só na minha cabeça e nunca saem do meu papel imaginário, que não molha no banho e não mostra a letra torta no balanço do metrô. Escrevo na minha mente, nas reuniões, nos intervalos do trabalho e no caminho de casa. Escrevo, e não escrevo nada.

Escrevo para mim mesma dentro da minha própria cabeça. Tenho uma biblioteca com centenas de livros prontos para a editora do mundo em que vivo. Escrevo para todos os personagens que aqui vivem e também sobre eles, vivendo suas vidas como se não soubessem que foram criados da mente de uma garota de 22 anos. Vivem suas vidas, encontram amores, transformam relacionamentos em desastres e não se incomodam com a falta de linearidade dos caminhos que tomam.

Acho que eles tem um pouco de todos nós. Esse é o mal do século, me disseram uma vez. Todos tem tanto a dizer que ninguém consegue organizar os próprios pensamentos dentro da cabeça e transforma-los em frases que façam sentido. É tanto a dizer que escrevemos em pergaminhos, folhas de papel, cadernos de propaganda, beiradas de livros, documentos no computador, facebook, twitter, tudo que podemos compartilhar palavras e… não dizemos nada.

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Divagando sobre o fim do ano

11/27/2012

Estou ensaiando para escrever esse texto há alguns dias. A verdade é que não parei de pensar nesse assunto nem um minuto, e isso é uma raridade.

Esse será o primeiro ano novo da minha vida que não me trará mudança nenhuma. Não tenho novidades programadas para esse início, como um novo ano da faculdade ou até o fim dela. Esse será o primeiro ano que, caso eu continue com a maré, tudo vai se manter da mesma maneira.

Me entristece um pouco o fato de que a ansiedade para um ano novo não tem um grande significado agora. Ano que vem voltarei para meu trabalho atual, e isso é tudo. A única mudança é que eu vou escrever o ano errado durante os próximos seis meses, mas isso nem é tão importante assim.

Não preciso de uma virada de ano para que novidades aconteçam. Aliás, essa nem está me trazendo nada. Quando você é mais novo, o ano novo significa esperança, mudanças, transformação. Invariavelmente uma coisa será outra. E mesmo que tua turma da escola continue a mesma, você passou de ano, terá outras matérias e novos professores.

Eu anseio pela vida que está por vir e que estou correndo atrás, mas que não vai acontecer no início de 2013. Vou pisar em 2013 e meus desejos do futuro continuarão distantes, e estarei seguindo o mesmo caminho para chegar lá. Exatamente o que já faço agora. O ano novo, em si, não significa nada.

Quando se é mais novo e o fim do ano está chegando, ele parece a solução para todos os problemas:
- Não aguento mais aquela professora, mas tudo bem, o fim do ano está chegando.
- Não consigo mais assistir as aulas de sexta, mas tudo bem, o ano que vem já está logo ali.
- Ufa, ainda bem que o ano está acabando e nunca mais vou ter que olhar para a cara daquele cara.

Não ter essa sensação de salvação de ano novo é um pouco assustadora, porque nada vai me puxar para a mudança a não ser eu mesma. Eu não preciso mais da virada de ano para que algo aconteça, mas, ao mesmo tempo, se eu quero que alguma mudança apareça, preciso correr atrás dela.

Durante vinte e um anos da minha vida, essa época significou mudança. Hoje, é só mais um dia. E isso é um pouco trágico.

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O novo rei jabuti

09/15/2012

Em um reino distante, quem governava era uma lebre. Todos seus súditos, também lebres, viviam felizes e não havia notícias de um reino que prosperasse tanto quanto o das lebres. Um dia, já muito velho, o rei lebre faleceu. Como não haviam príncipes ou princesas do reino, quem assumiu o trono foi um primo distante: o jabuti.

Ao virar rei, o jabuti percebeu que deveria ficar parecido com seus súditos. Encomendou um belo casaco de pêlos, orelhas de pano e trocou seu casco pela nova vestimenta.

Os moradoras da vila se empolgaram com os esforços do novo rei, porém, essa empolgação não durou muito tempo. O jabuti não conseguia ouvir e resolver todos os problemas do reino, muito menos andar por aquilo tudo

Com o passar do tempo, as lebres começaram a não pedir conselhos ou dar satisfações ao seu rei, pois as coisas demorariam demais para acontecer. Quando percebeu, o jabuti governava para um reino vazio.

Moral da história: Para liderar, é preciso entender e acompanhar os liderados, não somente parecer com eles.

Autor: Felipe Pacheco

(O Fê teve uma aula sobre fábulas na faculdade e precisou escrever uma também. Essa foi sua fábula, e achei ela tão bonitinha que queria colocar em algum lugar! Como ele não deixou publicar no nosso blog conjunto, coloquei no meu pessoal. Achei a metáfora bem boa e atual, além de fofa. E nem sou uma namorada tão puxa saco assim. Juro! Gostei de verdade. :)

dialogos

Diálogos Imaginários #9

09/14/2012

- Eu acho que o fato de eu ser mais velha que você te intimida.
- Hahaha é claro que não! Por que você acha?
- Não ri! Eu tenho mais experiência de vida, já visitei países que você nem imagina que existam, namorei jornalistas, historiadores, físicos e até um lutador de boxe. Eu conheço muito mais de mundo que você.
- E isso me intimidaria porque? Isso tudo me fascina. Você consegue conversar sobre qualquer assunto e tem opinião estabelecida para falar deles porque já viveu várias situações em que teve que lidar com esse tipo de questionamento. Você conhece de artes a jogos de computador, e os livros que você leu não caberiam na minha sala. Eu sou só um garoto perto de você, e nem temos tantos anos de diferença assim.
- E isso tudo não te intimida? O fato de eu ter vivenciado tantas coisas a mais que você, eu ter fracassado, acertado, investido e apostado tantas vezes antes de apostarmos juntos. Sabe?
- Nem um pouco. Me envolve, dá vontade de não parar nunca de conversar contigo. Seu perfume já me ensina alguma coisa nova todos os dias. A estação que você põe no rádio, até ela já me ensinou sobre economia e finanças. Aquele risoto de limão siciliano que você faz, por exemplo, me ensinou qual é o arroz certo para ele ficar cremoso. Só pelo fato de estar ao seu lado eu já me sinto uma pessoa melhor, mais inteligente, que posso aprender mais e mais a cada instante. Eu não quero perder um minuto de conversa com você.
- Dessa forma que você diz, eu que me sinto intimidada. E fico até um pouco acuada.
- Como assim? Você é fantástica!
- Você depositou tantas expectativas em meus ombros nessa conversa que eu sei que não vou cumprir. Você vai acordar um dia e enxergar que meus cabelos embaraçados não dizem nada, não te acrescentam nada. Que eu só quero sentar na mesa ao lado da janela e tomar um pouco de café enquanto faço suposições de qual lugar incrível e secreto você está falando em me levar amanhã.
- E eu poderia ficar nessa conversa pelo resto da minha vida, olhando você brincar com a borra no fundo do café e tirando a sua franja do rosto. Em silêncio, em um sorriso, é quando você me ensina mais. Me ensina a viver mais. Não importa se você tem cinco, dez, quinze anos a mais que eu, seu sorriso vai continuar aí, intacto. E é ele que vai resolver todos os meus problemas em uma noite de segunda feira.

A cultura do inquilino e eu

08/28/2012

Eu já mudei de quarto três vezes dentro da minha própria casa. No meu atual, que era da minha irmã até ela casar, todas as coisas continuam mais ou menos do jeito que ela deixou. Eu coloquei os poucos objetos de decoração que tinha, mas os móveis são exatamente os mesmos.

Minha irmã saiu de casa faz uns quatro anos, mais ou menos quando eu comecei a faculdade. Nessa época, eu já trabalhava e estudava, saia de casa às 8h da manhã e só chegava quase meia noite aqui. Por isso, nunca me preocupei muito com a decoração do meu quarto, já que quase não ficava nele.

Esse ano, faculdade terminada, já estava bem incomodada com essa falta de personalidade que ele passa e, quando voltei de viagem, vi um espaço completamente adaptável a qualquer pessoa. Parece que eu nem vivi aqui até hoje. Desde então estou estudando mudanças que caibam no bolso de uma pobre ex viajante.

Hoje, visitando um blog de interiores, encontrei um post falando sobre a Cultura do Inquilino, que é basicamente o que eu criei dentro da minha própria casa. No final, todos nós estamos esperando mudanças. De casa, de móveis, de ideia.
Eu nunca me importei tanto assim com o ambiente que eu vivo passar a minha personalidade porque sempre tive esse pensamento de que alguma coisa iria mudar, e então eu iria atrás de uma decoração bacana.

É assim que a cultura do inquilino age com muitos de nós: estamos sempre de saída. Você não tem tempo para transformar o lugar que vive ou imagina que em breve vai sair de lá. E, na verdade, isso não importa. Cada dia nesse ambiente vai refletir no seu bem estar, criatividade, ânimo… o ambiente faz grande parte disso. Sabe aquela barrinha do The Sims, que dava pontos pela decoração e iluminação? Então.

Da série: Ambientes que acho lindo




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chave

Eu deveria estar dormindo

08/27/2012

Você deixou as chaves cairem no chão e simplesmente saiu de casa, sem nem me dar adeus. Eu, é claro, chorei até não poder mais, lavei o rosto com água gelada e fui procurar alguém para me tirar da pior fossa da minha vida. Encontrei. Sou mulher, afinal.

Saímos, bebi, chorei no banheiro, retoquei a maquiagem e voltei com cara de quem tinha fumado maconha por 20 minutos. Sorri e concordei. Me diverti, beijei outros e não parei de pensar em você. Dava cada passo como se seus olhos estivessem em mim. Me pagam outro drink.
Sabe, a vida era mesmo muito melhor com você, mas eu passei da idade de ficar em casa sofrendo um amor perdido quando ele termina comigo como se não fosse nada demais. Estou fazendo que não seja nada demais para mim também.

Saio de mãos dadas com um desconhecido e a luz do sol me mostra que os dias vão continuar nascendo bonitos mesmo sem você ao meu lado. Vamos na padaria que sempre tomávamos café da manhã. Quase consigo nos ver ali, na mesa de sempre, tomando suco de laranja e comendo aquele pão que você adora.

Não prestei atenção em nada do que esse cara falou até agora, qual era o nome dele mesmo? Sorrio e concordo. Pelo menos ele acha que eu sou cool usando óculos escuros em um lugar fechado. A maquiagem borrada e os olhos inchados não esconderiam a minha indiferença pela sua história de vida.
Pedimos a conta, eu dou um sorriso e aceno para o taxi. Ele olha para o reflexo dos meus óculos e faz cara de confuso. Aparentemente, em algum momento da noite eu prometi algo que jamais cumpriria. Espero que você tenha ouvido essa. Entro no taxi, encosto no banco e tudo que consigo enxergar é o reflexo do sol nos óculos embaçados pelas minhas lágrimas.

Abro os olhos e sinto você, me abraçando e dando beijos na nuca enquanto dá bom dia. Sorrio. Foi só mais um sonho ruim. Respiro fundo, te puxo pra mais perto e me enrosco nos braços que conheço tão bem. A vida continua assim, cada vez melhor.

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carro

Escolhendo as raízes

06/19/2012

A sensação maravilhosa de liberdade que vai me dar quando eu entrar naquele avião é proporcional ao aperto no coração de deixar a minha vida parada por aqui. É engraçado como você muda de país e sua vida não vai com você, ela fica aqui te esperando, intacta. É a família, os amigos, contatos, trabalhos, lugares, festas que eu vou perder, tudo num só saco que fica aqui, fechado, junto com a porta do meu quarto.

Chegar em um país novo e me tornar o que eu quiser é uma das melhores coisas do mundo, já que eu posso começar do zero milhares de vezes no lugar que eu quiser, sem ninguém para me julgar ou duvidar da minha mudança de personalidade. São países novos e pessoas diferentes, porque eu deveria continuar igual? Existem tantos jeitos de ser por aí, esperando para serem testados, tantos grupos de amigos, baladas, gostos, estilos de vida, religiões, profissões…por que vou ficar na mesma? Além do mais, eu sei que minha vida está lá, ao lado dos meus bichinhos de pelúcia e dos meus livros de faculdade, esperando para ser reaberta quando eu pisar “em casa”. Opa, o que é casa agora?

É engraçado como podemos deixar as raízes em algum lugar para pegar um pedacinho de terra de cada coisa nova que encontramos. Quando você volta, sempre precisa jogar alguns velhos hábitos pela janela, já que eles não condizem mais com seus novos ideais. Você sai tão crente que tudo que você precisa está na sua vida cotidiana, e volta com a certeza que poucas coisas ali realmente faziam sentido.
Tantas coisas na nossa vida acabam tomando proporções enormes sem nem sequer termos um bom motivo para isso, e o tempo longe ajuda a pensar e dar valor para o que realmente vale. E isso acaba mostrando quem você é de verdade, não o que os outros querem que você seja.

As raízes que realmente preciso, levo comigo. As outras podem ficar guardadas em sacos fechados, ao lado de cada lugar que passei.

A vida atrás da porta

06/11/2012

A ideia de nos tornarmos artistas sempre foi tão real na minha cabeça que é dificil acordar e ver como isso não aconteceu naturalmente ao longo de todos esses anos. Nossa casa não tem quadros de nu artístico nas paredes, tiradas no estúdio que ficaria em nossa sala de estar. Na verdade, sua câmera profissional está na cristaleira já faz alguns meses.

Como nos seguramos nessa possibilidade por tantos anos sem colocá-la efetivamente em prática? Nossos sonhos eram tão palpáveis, tão próximos. Você sabe, não era todo mundo que tinha os melhores contatos naquela época. Nós pensávamos tão a frente de todos, estávamos com tudo a caminho e, de repente, deixamos o mundo escapar com a tinta de nossos pincéis mal lavados.

Abrimos mão do nosso maior sonho simplesmente o deixando de lado por alguns meses. A certeza de que daria certo nos deu tanta confiança que acabamos nos distanciando, imaginando que a porta estaria sempre ao nosso lado. Nosso amor foi inspirado nos filmes, nas artes abstratas, na musica e em tudo que sonhamos conquistar, era só abrir as cortinas. Nada disso aconteceu.

Estou feliz, na melhor epoca de nossa vida, vendo nossos filhos crescerem e reformando nosso jardim, mas e se estivéssemos escolhido o outro caminho? Preferimos nos manter simples para não arriscar seguir passos tão pouco trilhados, pelo simples medo de dar errado. Logo nós, que sempre estávamos a frente dos caminhos escondidos.
Ainda podemos caminhar para os nossos sonhos do passado?

Três meses em vinte e cinco dias

04/03/2012

Não sei se já ficou claro por aqui, mas uma das minhas maiores paixões na vida é viajar. Eu adoro me sentir perdida em um país completamente desconhecido e acho uma das melhores sensações do mundo.
Daí que eu e o Fê, depois de muito pensar, repensar e mudar planos ao longo dos primeiros meses do ano, decidimos ir viajar. Só que não resolvemos fazer uma viagem curtinha, de uma semana, ou até um mês em algum lugar. Nós vamos viajar três meses, de carro, pelos Estados Unidos. E decidimos isso quando compramos a passagem, 25 dias antes da data de embarque.

Brooklyn Bridge at Night
Werner Kunz

Em resumo, temos que planejar, mesmo que só por cima, o que faremos em três meses de viagem. Vamos conhecer MAIS OU MENOS 40 cidades. E eu odeio me planejar. Eu gosto de pesquisar bastante, selecionar várias coisas que talvez eu possa conhecer e decidir na hora, se eu estiver afim. E normalmente acabo mudando a viagem inteira durante o trajeto. E olha que o máximo de tempo que já viajei foi um mês, imagina três?
O que estamos tentando organizar são as hospedagens nos principais lugares, que invariavelmente vão aumentando de preço conforme a alta temporada vai chegando e o transporte. Só que isso implica em chutar uma data exata que estaremos em cada uma das cidades principais, para poder alugar o apartamento ou hostel.

Depois disso é só alegria, e nós já estamos quase nessa fase. Nós decidimos quase tudo da viagem em 10 dias, e só me dei conta disso agora. Mudamos nosso roteiro umas quinhentas vezes (e no fim ele está COMPLETAMENTE diferente do que havíamos imaginado inicialmente e provavelmente vai mudar muito durante a viagem), demoramos muito para escolher cada hospedagem em Los Angeles, Las Vegas, San Francisco e New York, únicos lugares fechados até agora, e ainda faltam alguns bem importantes, como Orlando, Boston, Miami…

Dying Of The Light (Rossall Beach), Blackpool
H Matthew Howarth

Ok, ainda faltam resolver algumas coisas.

Quanto ao roteiro em cada cidade, eu tenho essa mania de querer ver a vida passar em cada uma das cidades, como se eu estivesse realmente vivendo a realidade delas, então já viu…tenho um pouco de preguiça dos pontos turísticos, e sei lá, não vou querer conhecer todos. Gosto de sentir um pouco da vibração da cidade, procurar uns lugares que só os locais frequentam, passar uma tarde sem fazer nada conversando com alguém… não ficar turistando pra lá e pra cá. Mas enfim, né? Isso só direciona de um jeito diferente a busca do que conhecer, já que tem tantas coisas interessantes nas cidades que não estão no roteirão básico. Muito mais coisas, aliás. Mas isso é papo pra outro post.

Bom, é isso, junto do super aperto de saudades dos meus cachorros que eu já estou sentindo, que está acontecendo agora na minha vida. :)

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